Entrevista com a Ruby :D

Nosso post hoje é muito especial e será apreciado, acredito, internacionalmente :) Ano passado muitas coisas boas aconteceram com a nossa equipe, mas uma das melhores, definitivamente, foi ter a oportunidade de conviver durante três meses com a nossa querida RubySoho (#910). Ruby mora em Sydney, na Austrália, e é jogadora das Inner West Roller Derby League. Ruby veio a Porto Alegre a trabalho e participou de todas as nossas atividades entre outubro e dezembro de 2013, inclusive da ida ao 2° Brasileirão de Roller Derby. Aprendemos muito com ela e precisávamos registrar isso de alguma maneira, então, no último dia que a Ruby ficou em Porto Alegre, nos reunimos pra tomar uma cerveja, fazer uma despedida e realizar esta entrevista.

ruby                                                                                  Ruby sendo linda.

Ruby, como você descobriu o Roller Derby? Eu tinha alguns conhecidos que praticavam o derby em outra cidade, mas eu não sabia direito o que era. Em uma comemoração de ano novo bêbada, com mais uma amiga, bati na mesa e decidi que jogaria Roller Derby. Poucos dias depois eu e ela alugamos patins. Na loja experimentando-os, antes mesmo de levantar eu já tive meu primeiro tombo. Fui direto pro chão. Caída, eu pensei, “é, não sei fazer isso mesmo”, mesmo assim fui lá e fiz. Tem uma equipe grande perto de onde eu moro e depois que eu e minha amiga decidimos que realmente faríamos isso, vimos que a tal equipe teria tryouts em 4 semanas, então pensei: “azar, eu sei que vou me quebrar mesmo, vamos lá!.

Como conheceu a Wheels of Fire? Foi através do Facebook, como eu estava vindo para Porto Alegre mandei uma mensagem para a página.

Qual foi sua impressão quando chegou aqui? A impressão que tive foi de como o Roller Derby é capaz de reunir pessoas pelo mundo todo com os mesmos interesses. Comentei com os meus colegas de trabalho que iria encontrar com a equipe e eles ficaram preocupados comigo, porque não entendem o que é Roller Derby, então perguntaram se eu queria companhia para a primeira visita. Eu não quis, não estava preocupada, pois sabia exatamente o que estava me esperando.

ruby2                                                                         Ruby e Wheels no Brasileirão

Como foi sua experiência aqui no Brasil? Adorei estar aqui e conhecer todas as pessoas que conheci, o pessoal do trabalho, a equipe, foi uma experiência ótima. Os brasileiros são muito abertos, muito amigáveis, eu realmente amei passar por aqui.

Você pretende voltar? Sim, com certeza, eu estava olhando na internet e vi que a Austrália vai jogar aqui em Porto Alegre, então quem sabe eu venha “assistir” aos jogos.

Qual a impressão sobre o Roller Derby brasileiro? O Roller Derby aqui no Brasil está mais ou menos no mesmo estágio que a Austrália estava há 3 ou 4 anos atrás. É um estágio muito difícil, pois não é mais o início, mas ao mesmo tempo não são equipes grandes e é difícil de encontrar pessoas que se comprometam com a equipe e tenham essa paixão pelo esporte. Eu vejo que aqui, quem está nisso tem muita garra e paixão, imagino que o Brasil vai conseguir se estruturar bem e vai crescer muito ainda.

Como foi sua experiência no Brasileirão? Foi ótimo não só por participar mas também por poder conhecer pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo também, foi muito diverso, agora tenho amizades por todo o Brasil, adorei patinar com todo mundo, foi uma experiência ótima! Inclusive quando eu sair do Brasil vou passar pela Argentina para encontrar com a Bellfast, infelizmente vai ser só por um dia e não vou poder patinar com elas, mas vai dar pra tomar uma cerveja e conversar um pouco.

Tem alguma história de fresh meat? A história que eu mais gosto, é a de quando eu estava experimentando os patins na loja, e antes mesmo de terminar de amarrar eles eu cai. Quando comecei, não tinha nenhuma aptidão, nenhum senso esportivo, nunca fui boa em esportes e eu nunca me imaginaria fazendo o que faço hoje, nunca achei que chegaria no nível que estou. O mais importante é ter concluído que se você realmente treinar, não basta querer, tem que REALMENTE treinar muito, ir fundo nisso, você consegue fazer o que viu as outras patinadoras fazendo também.

Quais as melhores lembranças que tu tem dessa viagem? Ela diz: “Chinelagem” hahaha. Chinelagem é uma coisa que a equipe ensinou pra ela neste tempo que conviveu conosco, não existe chinelagem maior do que sair do treino e ir tomar uma cerveja no mercadinho da esquina que custa R$2,50 e beber sentada no cordão da calçada. Além dessas coisas que aprendi, a melhor experiência é o Roller Derby em si, pois através dele me conectei com muita gente, fiz amizades e o fato de estar aqui sem falar a mesma língua que vocês mas, treinar com vocês, rir com vocês, abraçar vocês, mesmo sem me comunicar é muito especial, nosso nível de amizade não é de conversas profundas mas sim de amor pela mesma coisa.

Essa é a nossa querida Ruby <3 Não precisamos nem falar que nossa despedida foi a base de muito choro! Esperamos poder reencontrá-la em um futuro próximo. Ruby, we love you!

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